Uma loja online é um conjunto de portas por onde os bots entram: a página do produto, o carrinho, o login, o checkout, o saldo do vale-presente. Cada uma atrai um tipo diferente de bot, e cada uma dá um prejuízo diferente à loja.
O que os bots fazem com uma loja
- Fazem scraping de preços e estoque. Concorrentes e revendedores leem o seu catálogo o dia inteiro, para vender mais barato ou saber quando o estoque chega.
- Arrematam edições limitadas. Lançamentos de tênis, consoles e colecionáveis esgotam para bots em segundos e reaparecem em sites de revenda.
- Prendem estoque. Carrinhos cheios de itens que nunca são comprados, e os clientes reais veem "sem estoque".
- Atacam logins. Senhas vazadas são testadas nas suas contas para roubar cartões salvos, pontos de fidelidade e endereços.
- Testam cartões. Números de cartão roubados são checados com pedidos pequenos, e você fica com taxas, chargebacks e um adquirente cobrando explicações.
- Esvaziam vales-presente. Endpoints de consulta de saldo são bombardeados para achar vales com dinheiro.
Os sinais
- Tráfego nas páginas de produto com taxa de adição ao carrinho quase zero, vindo de datacenters.
- Pagamentos recusados em rajadas, muitos cartões por dispositivo, valores pequenos.
- Taxas de falha no login muito acima do normal.
- Requisições à API do carrinho ou do checkout de clientes que nunca carregaram a página do produto.
Onde consultar
- Adicionar ao carrinho em produtos limitados: recuse
bot_high; um limite por cliente menor parabot. - Login: responda
bot_highcom um "senha errada" normal; peça abotum segundo fator. Mais em credential stuffing no login. - Checkout e saldo de vale-presente: recuse
bot_high; peça abot3-D Secure. - APIs de busca e de produto: responda a
bot_highmais devagar, ou do cache, para que o scraping custe mais do que rende.
Envie como feedback os pedidos concluídos e os chargebacks: um cliente com pedido entregue é uma pessoa, e um chargeback é a prova do contrário.